O Grupo Greenline, especializado em tecnologia para serviços ambientais e iniciativas de energia limpa, iniciou as operações de uma Central de Tratamento de Efluentes (CTE) no aterro sanitário de Betim, MG, com a proposta de transformar chorume em água de reúso. Por meio de um novo processo aplicado no Brasil, a planta tem a capacidade de tratar de 10 a 12,5 m³ de chorume por hora, gerando resíduo mínimo e uma água purificada de alta qualidade, que pode ser descartada sem risco ambiental ou utilizada para irrigação, limpeza, arrefecimento e demais processos industriais.

A CTE ocupa uma área de 150 m² no aterro e possibilita que o chorume, contaminante resultante da decomposição dos resíduos, seja tratado através de etapas físicas e químicas que duram, no máximo, uma hora e quinze minutos. A solução promove o beneficiamento de um passivo ambiental decorrente dos resíduos produzidos por mais de 1,5 milhão de habitantes, de Betim e cidades adjacentes.

“Atualmente, a técnica mais aplicada para tratamento de percolado é a de osmose reversa, a qual ainda gera de 25% a 35% de resíduos que precisam ser descartados no aterro ao final do processo. Nós patenteamos uma nova tecnologia, a Alwatec, que, além de ter um custo de implantação menor, quase não gera substâncias para descarte. Trata-se de um processo diferenciado em cada uma de suas fases, o qual tem menos risco de saturação e se destaca por uma menor área ocupada e tempo de permanência do líquido na planta”, diz o CEO do Grupo Greenline, Ecles Santos.

O volume total de chorume gerado no aterro será, a partir de agora, encaminhado para a CTE e quantificado através de um medidor de vazão. Testes de amostragem iniciais determinam os aspectos físico-químicos do líquido, o que define a quantidade e tipologia dos insumos químicos a serem utilizados no tratamento.

Em um primeiro tanque, ocorre a injeção de acidulantes e de ar comprimido para provocar a evaporação do maior percentual possível de amônia e nitrogênio.

Já no segundo tanque, um reator de hidroxila, provoca a ativação do meio, com a adição de ácido para reduzir o pH. Em seguida, ocorrem as reações eletroquímicas resultantes da eletrofloculação, separando a carga sólida e orgânica da parte líquida. O processo gera um lodo, que é prensado para extrair toda a água contida; a massa seca produzida que corresponde a, aproximadamente, 2,5% do volume de percolado tratado é a única matéria encaminhada para descarte.

Todo o líquido resultante é filtrado em areia zeólita e carvão ativado, purificado e clorado e encaminhado para um reservatório final, resultando na água de reúso.

“Trata-se de uma água totalmente limpa e desmineralizada, que pode ser comercializada para a indústria ou descartada sem causar danos ao meio ambiente. A implantação da Central de Tratamento de Efluentes reforça os compromissos ambiental, sanitário e social da gestão de resíduos, pois atende a exigências dos principais órgãos reguladores, melhora a qualidade de vida da população e transforma um contaminante em um ativo econômico de altíssima qualidade”, diz Santos.



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