A fábrica da Syngenta em Paulínia, SP, formuladora e produtora de defensivos agrícolas, inaugurou uma estação de tratamento própria (EPAR) para gerar água de reúso, com capacidade de até 10 m3/h.

O investimento de US$ 6,1 milhões viabilizou a implantação de novas tecnologias para tratar 100% dos efluentes sanitários gerados nas instalações. Esta é a primeira unidade da Syngenta no mundo a implementar um projeto como esse, que poupará anualmente até 40 milhões de litros de água do sistema público, contribuindo assim para a sustentabilidade em uma região com histórico recorrente de escassez hídrica.

A unidade é abastecida pela Sabesp (cerca de 50% do total de água consumida) e complementada pela captação de água do Rio Atibaia, que é previamente tratada para uso industrial. A maior parte do consumo de água se destina à produção, limpeza e uso em sanitários.

O processo de tratamento da EPAR envolve o tratamento biológico dos efluentes em uma série de tanques (aeração, anóxico e anaeróbio), seguido pela ultrafiltração em membranas MBR e cloração ao final do processo. O sistema foi fornecido pela Gratt. A água de reúso visa à substituição de parte do consumo de água industrial.

A Syngenta emprega cerca de 2800 funcionários no Brasil, sendo 905 na unidade de Paulínia, onde fica a maior unidade do grupo na América Latina.

Segundo o Gerente de Meio Ambiente Ricardo Rizzo, a iniciativa se conecta aos compromissos assumidos pelo Plano de Agricultura Sustentável da companhia, dentre os quais a contribuição com a meta do Acordo de Paris sobre mudança climática, bem como o compromisso da SBTi de impedir um aumento da temperatura global acima de 1,5°C. Por meio do mesmo plano, a Syngenta se compromete a lançar duas tecnologias disruptivas a cada ano para auxiliar os produtores a enfrentar as mudanças climáticas.




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