Depois de quase dois anos entre captação de imagens, edição, textos, pesquisas e viagens, o fotógrafo Érico Hiller lançou a obra Água, um manifesto contemporâneo que documenta a busca pela fonte primária de vida, escassa ainda em muitos locais. O projeto publicado pela editora Vento Leste traz um longo ensaio sobre a água a partir da imersão do fotógrafo por 10 regiões ao redor do mundo. “Meu primeiro enfoque sempre foi o social, uma forma de entender como o homem se relaciona com o meio e, a partir dos registros, despertar no espectador consciências individuais que afetam o todo”, conta Hiller.

Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, a água suja é causa de 80% de todas as enfermidades e doenças do mundo. Morrem mais pessoas em decorrência de problemas relacionados à água suja do que somando as vítimas de todas as formas de violência e de doenças causadas por vírus. A constatação foi o ponto de partida para que o fotógrafo fizesse a mala e fosse em busca de registros que colocassem a questão em perspectiva real.  “Se uma pessoa passa por problemas com água no outro canto do planeta, por que devo me preocupar com isso? Essa pergunta me despertou para um compromisso pessoal de encontrar uma resposta satisfatória. A busca me acompanhou por muitos anos, até que, em 2018, entendi que havia chegado a hora de me dedicar ao que sempre esteve dentro e diante de mim. A tarefa de documentar o acesso desigual à água limpa me fez remontar a razão pela qual me tornei fotógrafo”, conta.

Ao todo, 170 fotografias são acompanhadas por textos informativos, que deixa evidente uma realidade precária de desumanização pela falta, e propõe uma retomada urgente da discussão em busca de soluções.



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