A startup brasileira Infinito Mare desenvolveu um sistema baseado em estruturas flutuantes, denominado Caravela, que utiliza algas nativas para promover a despoluição de rios, lagos e áreas costeiras. A tecnologia funciona como uma estação de monitoramento e recuperação ambiental, estimulando o crescimento de algas capazes de absorver poluentes, capturar carbono e aumentar a oxigenação da água.

As algas são periodicamente removidas, retirando as impurezas acumuladas e permitindo análises que identificam a qualidade da água e a presença de contaminantes. Dessa forma, o sistema atua simultaneamente no tratamento e no monitoramento dos corpos hídricos, com potencial de aplicação em operações industriais, saneamento e ambientes portuários.

Segundo a empresa, cada unidade pode gerar créditos de carbono equivalentes ao que seis árvores capturariam ao longo de cerca de 20 anos, além de contribuir para a mitigação de emissões. A solução foi acelerada pelo programa Green Sampa e já é oferecida a setores como saneamento, hidrelétricas e indústrias, reforçando o uso de soluções baseadas na natureza para recuperação de recursos hídricos.



Mais Notícias HYDRO



Ultrassom e satélites reforçam combate às algas no rio Tietê

Projeto-piloto testa ondas ultrassônicas para conter florações; praias do reservatório também passarão a ser monitoradas por imagens de satélite.

16/06/2026


UFMG inaugura nova estrutura dedicada à vigilância ambiental, sanitária e à inovação tecnológica

Centro Vitas vai articular ensino, pesquisa, extensão e apoio técnico-científico em saneamento, saúde ambiental, recursos hídricos e sustentabilidade.

16/06/2026


IA prevê escassez hídrica e otimiza irrigação no campo

Plataforma utiliza sensores, imagens de satélite e modelos preditivos para antecipar a disponibilidade de água em mananciais.

16/06/2026