A startup brasileira Infinito Mare desenvolveu um sistema baseado em estruturas flutuantes, denominado Caravela, que utiliza algas nativas para promover a despoluição de rios, lagos e áreas costeiras. A tecnologia funciona como uma estação de monitoramento e recuperação ambiental, estimulando o crescimento de algas capazes de absorver poluentes, capturar carbono e aumentar a oxigenação da água.

As algas são periodicamente removidas, retirando as impurezas acumuladas e permitindo análises que identificam a qualidade da água e a presença de contaminantes. Dessa forma, o sistema atua simultaneamente no tratamento e no monitoramento dos corpos hídricos, com potencial de aplicação em operações industriais, saneamento e ambientes portuários.

Segundo a empresa, cada unidade pode gerar créditos de carbono equivalentes ao que seis árvores capturariam ao longo de cerca de 20 anos, além de contribuir para a mitigação de emissões. A solução foi acelerada pelo programa Green Sampa e já é oferecida a setores como saneamento, hidrelétricas e indústrias, reforçando o uso de soluções baseadas na natureza para recuperação de recursos hídricos.



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