O Programa Cisternas retomou escala a partir de 2023, após voltar a ser prioridade do governo no Brasil. Entre 2023 e 2025, foram entregues 104,3 mil cisternas, segundo dados oficiais. Apenas em 2025, o total chegou a 48,9 mil unidades, frente a 6,7 mil em 2022, crescimento acumulado de 630%.
A maior parte das entregas ocorreu no Nordeste, que concentrou 88,6% das estruturas instaladas no período. Estados como Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia e Maranhão registraram aumento expressivo no número de cisternas, refletindo a priorização de regiões historicamente afetadas pela escassez hídrica.
Estudo do Institute of Labor Economics aponta que a expansão do programa está associada à redução da dependência de programas de transferência de renda, além de aumento do emprego formal e da renda do trabalho. A pesquisa também identificou queda nas internações hospitalares relacionadas à qualidade da água, tanto entre adultos quanto crianças.
Criado em 2003, o Programa Cisternas adota tecnologias sociais de baixo custo voltadas ao armazenamento de água em áreas rurais, com execução realizada por mão de obra local. A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e atende famílias rurais de baixa renda e equipamentos públicos afetados pela seca.
No âmbito do Novo PAC, estão contratadas 189 mil cisternas, dentro de uma meta de 219 mil unidades, alcançando 1037 municípios em 19 estados. Desde sua criação, o programa soma 1,34 milhão de cisternas entregues no país.
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