Injeção - Transformadores



Pesquisa anual realizada junto às empresas que injetam termoplásticos apontou que os segmentos de embalagens e automobilístico mantiveram o protagonismo como consumidores diretos de peças, e mostrou o contínuo crescimento do uso de bioplásticos nos últimos dois anos. Veja abaixo uma relação de empresas prestadoras de serviços de injeção com a quantidade de máquinas por capacidade, suas especialidades e estrutura operacional.




As informações levantadas por Plástico Industrial junto às empresas constantes deste guia mostram que o setor automobilístico perdeu o primeiro lugar como destino de peças plásticas transformadas por injeção para o setor de embalagens que, nos últimos 12 meses, consumiu um percentual de 18,07%, diante dos 13,80% representados pelos componentes de veículos. Esse dado corrobora as estatísticas da Associação Nacional dos Fabricantes de Automotores (Anfavea), que apontam uma queda na produção de veículos automotores de 7,8 pontos percentuais em comparação ao mesmo período da pesquisa anterior. Entretanto, a retração na produção de veículos ainda não foi bastante para tirar esse setor das primeiras posições do ranking.

O terceiro lugar ficou com os eletroeletrônicos, com 8,43%. Dentre os demais segmentos, é o que possui uma das menores taxas de variação percentual dos últimos quatro anos pesquisados, o que sugere a solidez de um mercado estreitamente ligado ao desenvolvimento de novas tecnologias. Na sequência aparece o segmento de eletrodomésticos, com 7,75%, seguido pela agroindústria (6,85%), utilidades domésticas (6,45%), brinquedos e lazer (3,30%) e sinalização (0,77%). Além desses, a categoria “outros” correspondeu a 34,58% e englobou setores como, por exemplo, construção civil, aeronáutico, médico-odontológico, de peças técnicas, moveleiro, de defesa, de equipamentos de proteção individual (EPI) e telecomunicações.

De acordo com a média estatística obtida com base nesta amostragem, o consumo de matéria-prima nos últimos 12 meses foi de 371 toneladas/mês por empresa. Esse volume aumentou substancialmente nos últimos dois anos e junto com ele cresceu também a fração de sobras de processo, que está hoje em torno de 7,7%, um retrocesso curioso, tendo em vista que em anos anteriores o volume de material descartado havia sido bastante inferior (4% em 2016, 5,6% em 2017 e 3,1% em 2018). O aspecto positivo, porém, é o alto índice de empresas que possuem moinhos (98,75%), com uma média de pouco mais de três equipamentos por companhia para realizar a trituração e reaproveitamento dessas sobras, que representam aproximadamente 1.700 t/mês de plásticos reciclados.

A pesquisa complementar realizada junto aos transformadores permitiu ainda mapear a participação dos fornecedores de máquinas para o setor de injeção com base na quantidade de citações dos nomes de fabricantes pelas pesquisadas.

Com relação à sustentabilidade, foi apurado que o número de empresas que trabalham com bioplásticos (materiais poliméricos com base ou origem biológica, provenientes de fontes renováveis que podem, ou não, ser biodegradáveis ou compostáveis) praticamente triplicou em apenas três anos. Em 2019, 14,81% das empresas pesquisadas afirmaram utilizar biopolímeros em seus processos de injeção, frente aos 5,26% em 2017 e 7,46% em 2018.

A popularização das vantagens do uso de nanocargas também se revelou na pesquisa deste ano: cerca de 8,6% dos transformadores afirmaram trabalhar com nanocompostos. Outro índice promissor analisado se refere ao uso de resinas WPC (de wood plastic compounds ou compostos de plástico com carga de madeira, em português) em artigos injetados, uma vez que 17,3% das pesquisadas afirmaram utilizá-los.

Além disso, mais da metade das inquiridas utilizam resinas recicladas no processo, em que 65% delas acreditam que o material reciclado já tenha qualidade suficiente para ser uma alternativa às resinas virgens. Este índice vem aumentando com o passar dos anos.

Quanto à modernização das instalações, aproximadamente 21% das companhias afirmaram possuir robôs manipuladores que auxiliam nos processos em seu espaço fabril. No caso das que contam com células robotizadas, o contingente representa apenas 7,4%, menor índice dos últimos três levantamentos para esses dois quesitos. No que diz respeito aos equipamentos de prototipagem rápida e impressão 3D, foi constatado que 44,4% das empresas pesquisadas utilizam este tipo de tecnologia, uma demonstração da maior preocupação com a análise e validação de projetos dos produtos a serem injetados.







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