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Para considerar uma luminária eficiente não basta verificar seu consumo de energia. É necessário também avaliar se ela atende a níveis mínimos de iluminância exigidos pelas normas, o que em geral requer análise fotométrica com uso de goniofotômetro, equipamento nem sempre acessível. A metodologia aqui apresentada dispensa o goniofotômetro, o que baixa os custos e agiliza os ensaios luminotécnicos de aparelhos para as mais diversas aplicações.
Pessoas com restrições de mobilidade, que permanecem em ambientes internos, podem se beneficiar das características da iluminação biologicamente ativa, como descreve este artigo
Eventos transmitidos por TV de alta definição apresentam requisitos luminotécnicos rigorosos. Este artigo descreve o recondicionamento da iluminação da renomada sala de concertos do Musikverein, de Viena.
A substituição das tradicionais lâmpadas e luminárias por moderna iluminação LED com a consequente redução do consumo de energia elétrica e aumento da satisfação dos cidadãos são os objetivos do projeto aqui descrito, que inclui sensores de movimento, dimerização e gestão com controle e supervisão remotos.
O efeito estroboscópico causado pela cintilação de uma fonte de luz é conhecido e, sob certas circunstâncias, pode provocar acidentes em máquinas rotativas. O artigo analisa a possibilidade de ocorrência desse efeito com lâmpadas LED.
Conceitos de arquitetura ecológica, instalações elétricas com baixa emissão de energia eletromagnética e iluminação biologicamente ativa vêm consolidando-se no meio especializado. Este artigo descreve um projeto executado recentemente.
A tecnologia LED associada a sensores de reconhecimento de cor e recursos de eletrônica permite desenvolver luminárias inteligentes para realçar produtos alimentícios frescos
Motores elétricos respondem por mais da metade do consumo global de energia elétrica. Isto é mais que o dobro gasto com iluminação ou aquecimento. No setor industrial essa participação é de cerca de 70%, e de 40% no setor comercial. Neste trabalho, o consumo para fins motrizes é agrupado em dois tipos de sistemas: fluidomecânicos e mecânicos. No ambiente industrial a energia elétrica para uso em sistemas fluidomecânicos totaliza quase 2/3 do consumo para fins motrizes. Portanto, tais sistemas eletromotrizes respondem por uso significativo de energia. Com base em recentes estudos internacionais, o presente trabalho apresenta um panorama mais detalhado do consumo para diversos segmentos industriais, tanto por processos, quanto por tipos de máquinas empregadas em sistemas fluidomecânicos (bombas, ventiladores e compressores). As principais caraterísticas técnicas desses sistemas são apontadas. As ações de economia de energia mais eficazes são abordadas, tratando de forma independente as de conservação de energia e as de eficiência energética. O trabalho termina apresentando aspectos técnicos essenciais para a gestão da energia de sistemas motrizes em geral, com ênfase n os conceitos de revisão energética.
O aumento de acidentes de origem elétrica evidencia a necessidade de estudos sobre a segurança de componentes elétricos, como emendas. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar experimentalmente o desempenho térmico de emendas do tipo prolongamento reto e de caixa. A metodologia consistiu na confecção de amostras por estudantes, utilizando cabos de cobre flexíveis de 1,5 mm², as quais foram posteriormente submetidas a testes sob tensões e correntes controladas, simulando condições de regime e sobrecarga. As temperaturas foram monitoradas por termopares tipo K, com coleta periódica de dados. Os resultados indicaram que as emendas de caixa alcançam temperaturas mais elevadas que as de prolongamento reto, sugerindo maior resistência elétrica e, consequentemente, maior dissipação de energia na forma de calor, podendo levar ao superaquecimento e riscos de falhas. Além disso, verificou-se que a habilidade do executante tem influência direta. Conclui-se que o tipo de emenda e sua correta aplicação são fatores determinantes para a segurança e eficiência das instalações elétricas, destacando a importância da formação técnica adequada. O estudo faz parte do projeto “Desempenho Térmico de Emendas e Conectores Utilizados em Instalações de Baixa Tensão: Estudo Comparativo”.
Adaptadores de plugues e tomadas, conhecidos popularmente como “T”, “benjamin” ou multiplicadores de tomadas, são usados para conectar mais de um equipamento a uma única tomada. Apesar da praticidade, seu uso pode concentrar corrente em conexões de pequena área, elevar a temperatura dos condutores e contatos e favorecer falhas de isolação, choque elétrico e incêndio, especialmente quando há sobrecarga, mau contato ou produtos sem certificação. Este trabalho tem por objetivo demonstrar experimentalmente como os riscos se manifestam em diferentes modelos de adaptador tipo T submetidos às mesmas condições de ensaio. Serão selecionados três modelos comercialmente disponíveis no varejo. Cada unidade será alimentada em bancada protegida e submetida a corrente total de 30A durante uma hora, fornecida via uma unidade de tomada padrão de 10A e dividida entre todas as saídas por meio de banco de cargas resistivas. Serão registrados, com termopares tipo K, a temperatura do cabo de alimentação e a temperatura na região de conexão entre cabo e tomada e plugue do adaptador. Uma câmera termográfica complementará as medições, permitindo visualizar pontos quentes, gradientes térmicos e possíveis assimetrias entre contatos. Os resultados analisados serão a temperatura final, a imagem termográfica e inspeção visual dos componentes. Espera-se evidenciar que aparência externa semelhante não assegura comportamento térmico equivalente e que a certificação, a corrente nominal e as condições de uso são fatores decisivos para a segurança elétrica.
As instalações elétricas de baixa tensão dependem de condutores capazes de transportar corrente com segurança, sem aquecimento excessivo, degradação da isolação ou risco de incêndio. Entretanto, fios e cabos comercializados fora dos requisitos técnicos podem apresentar seção metálica inferior à declarada, material condutor inadequado ou isolação insuficiente. Esta pesquisa compara o desempenho físico, elétrico e térmico de cabos homologados e não homologados, adquiridos no comércio local como materiais de “segunda linha”, nas seções nominais de 1,5 mm², 2,5 mm² e 4,0 mm². O estudo é de natureza quantitativa e experimental. Para cada bitola e condição de ensaio, foram avaliadas oito amostras, sendo quatro homologadas e quatro não homologadas. Inicialmente, foram realizadas inspeção visual, medição do diâmetro dos condutores e da espessura da isolação e determinação da resistência elétrica. Posteriormente, as amostras foram submetidas a regimes de carga e de sobrecarga, em bancada alimentada a 24 V, com corrente ajustada a partir das capacidades de condução de corrente previstas para o método de instalação C da ABNT NBR 5410. Cada condição teve duração aproximada de 30 minutos, com monitoramento de temperatura por termopares tipo K e termômetro digital. Os dados foram organizados por estatística descritiva, comparando média, dispersão, valores máximos e variação de temperatura, além de inspeção visual após os ensaios. Espera-se evidenciar, de modo didático e experimental, como não conformidades geométricas e elétricas podem elevar a resistência, ampliar o aquecimento e comprometer a segurança de instalações elétricas. Palavras-chave: Cabos elétricos. Conformidade. Aquecimento. Segurança elétrica. Baixa tensão.
O presente artigo tem como tema a inserção de geração distribuída em sistemas de distribuição subterrâneos do tipo network, também denominados redes subterrâneas reticuladas, com ênfase em seus efeitos sobre a operação, a proteção e a confiabilidade da rede elétrica. O problema de pesquisa decorre do fato de que esses sistemas são concebidos para oferecer elevada confiabilidade e flexibilidade operativa em áreas de alta densidade de carga, apoiando-se na atuação dos protetores network (network protectors), dispositivos projetados para desconectar automaticamente o transformador quando ocorre fluxo de potência do lado secundário de baixa tensão para o lado primário de média tensão. Nesse contexto, a inserção de geração distribuída pode introduzir fluxo reverso, ciclagem indevida de protetores, dificuldades de recomposição, alteração das correntes de falta e comprometimento da lógica original de proteção e continuidade do serviço. O objetivo do trabalho é analisar, sob perspectiva técnica, como a presença de geração distribuída modifica o comportamento elétrico e operacional desses sistemas, identificando os riscos associados e as condicionantes necessárias para uma integração segura e tecnicamente aceitável. Como conclusão geral, sustenta-se que, embora a geração distribuída represente um avanço relevante no processo de modernização e descentralização do setor elétrico, sua conexão em sistemas network não pode ser tratada de forma simplificada, pois exige critérios específicos, estudos dedicados, avaliação da carga mínima, eventual limitação de exportação e adequações de proteção, de modo a preservar a segurança operativa e a confiabilidade intrínseca das redes subterrâneas reticuladas. Com base na metodologia de avaliação adotada por distribuidoras que operam sistema network em áreas urbanas densas do Brasil, e em dois cenários práticos de avaliação, demonstra-se que a viabilidade da GD depende da relação entre a geração e o carregamento mínimo do ramal, podendo haver fluxo reverso mesmo quando a rede, no agregado, ainda importa energia.
Este artigo apresenta uma análise experimental do desempenho de um regulador digital automático de tensão aplicado a um gerador síncrono brushless de 13,8 kV durante as etapas de comissionamento, startup, sincronismo e operação assistida em campo. O estudo foi desenvolvido a partir de ensaios reais executados em uma unidade WEG de 31,25 MVA equipada com regulador ABB Unitrol 1020, integrando medições dielétricas, verificação do sistema de excitação brushless, levantamento de curvas características, análise vibracional, ajustes de controle em FCR e AVR e validação funcional de limitadores e proteções. Como diferencial, o trabalho consolida registros experimentais obtidos com o software CMT1000 v6.315, correlacionando métricas dinâmicas de tempo de subida, tempo de acomodação e sobresinal com o comportamento eletromecânico observado durante a entrada em operação da máquina. Os resultados evidenciam resposta estável e tecnicamente consistente do regulador, com tempos de resposta compatíveis com a aplicação, overshoot reduzido, atuação coerente dos limitadores V/Hz, sobrecorrente de excitação e PQ, além de manutenção dos níveis de vibração abaixo dos limites de referência adotados. Conclui-se que a adequada parametrização do AVR constitui elemento decisivo para a estabilidade de tensão, para a confiabilidade do processo de sincronismo e para a segurança operacional do conjunto gerador-excitatriz em ambiente industrial real.
Este artigo apresenta um estudo sobre a adequação das Norma Regulamentadora NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e Norma Regulamentadora NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos em uma fábrica de transformadores, com foco na conformidade legal e na melhoria da segurança operacional. O objetivo é identificar as principais exigências normativas e propor medidas que garantam a proteção dos trabalhadores, a confiabilidade dos equipamentos e a prevenção de acidentes. A metodologia adotada baseia-se em revisão bibliográfica e análise documental das normas, associada a estudo de caso de uma indústria real. Os resultados apontam que a adoção de práticas seguras, treinamento contínuo, sinalização adequada, enclausuramento de partes móveis e implementação de sistemas de bloqueio e etiquetagem reduzem significativamente o risco de acidentes elétricos e mecânicos. Conclui-se que a adequação às NR 10 e NR 12 não somente atende aos requisitos legais, mas também promove um ambiente de trabalho mais seguro, produtivo e sustentável. Firmando os pilares que movem qualquer negócio que são Segurança, Qualidade, Produtividade com o menor custo possível.
O presente projeto tem como objetivo apresentar as principais alterações realizadas em um sistema de elevação de passageiros de prédio residencial, com a finalidade de adequação as normas de segurança vigentes e modernização da casa de máquinas, atualização tecnológica do acionamento e cabine de transporte das pessoas. O projeto foi desenvolvido com base nas necessidades de modernização do equipamento conforme solicitação dos proprietários do prédio residencial. A atualização tecnológica irá permitir uma melhoria no deslocamento do equipamento, ou seja, irá reduzir o tempo de deslocamento entre o ponto inicial e final de deslocamento, irá reduzir o consumo de energia com a instalação de drive de acionamento, reduzindo os picos de energia nos deslocamentos do equipamento, além da atualização dos equipamentos e de seus sistemas irá proporcionar melhorias no sistema de segurança conforme a NBR 15.597. Os resultados obtidos com o desenvolvimento deste projeto foram alcançados, conforme as solicitações realizadas pelo cliente. Sendo assim, entende-se que um projeto é composto por etapas que devem ser seguidas, onde deve-se focar nas necessidades explanadas pelo cliente fazendo com que ele interaja no decorrer dele.
Para considerar uma luminária eficiente não basta verificar seu consumo de energia. É necessário também avaliar se ela atende a níveis mínimos de iluminância exigidos pelas normas, o que em geral requer análise fotométrica com uso de goniofotômetro, equipamento nem sempre acessível. A metodologia aqui apresentada dispensa o goniofotômetro, o que baixa os custos e agiliza os ensaios luminotécnicos de aparelhos para as mais diversas aplicações.
Pessoas com restrições de mobilidade, que permanecem em ambientes internos, podem se beneficiar das características da iluminação biologicamente ativa, como descreve este artigo
Eventos transmitidos por TV de alta definição apresentam requisitos luminotécnicos rigorosos. Este artigo descreve o recondicionamento da iluminação da renomada sala de concertos do Musikverein, de Viena.
A substituição das tradicionais lâmpadas e luminárias por moderna iluminação LED com a consequente redução do consumo de energia elétrica e aumento da satisfação dos cidadãos são os objetivos do projeto aqui descrito, que inclui sensores de movimento, dimerização e gestão com controle e supervisão remotos.
O efeito estroboscópico causado pela cintilação de uma fonte de luz é conhecido e, sob certas circunstâncias, pode provocar acidentes em máquinas rotativas. O artigo analisa a possibilidade de ocorrência desse efeito com lâmpadas LED.
Conceitos de arquitetura ecológica, instalações elétricas com baixa emissão de energia eletromagnética e iluminação biologicamente ativa vêm consolidando-se no meio especializado. Este artigo descreve um projeto executado recentemente.
A tecnologia LED associada a sensores de reconhecimento de cor e recursos de eletrônica permite desenvolver luminárias inteligentes para realçar produtos alimentícios frescos
Motores elétricos respondem por mais da metade do consumo global de energia elétrica. Isto é mais que o dobro gasto com iluminação ou aquecimento. No setor industrial essa participação é de cerca de 70%, e de 40% no setor comercial. Neste trabalho, o consumo para fins motrizes é agrupado em dois tipos de sistemas: fluidomecânicos e mecânicos. No ambiente industrial a energia elétrica para uso em sistemas fluidomecânicos totaliza quase 2/3 do consumo para fins motrizes. Portanto, tais sistemas eletromotrizes respondem por uso significativo de energia. Com base em recentes estudos internacionais, o presente trabalho apresenta um panorama mais detalhado do consumo para diversos segmentos industriais, tanto por processos, quanto por tipos de máquinas empregadas em sistemas fluidomecânicos (bombas, ventiladores e compressores). As principais caraterísticas técnicas desses sistemas são apontadas. As ações de economia de energia mais eficazes são abordadas, tratando de forma independente as de conservação de energia e as de eficiência energética. O trabalho termina apresentando aspectos técnicos essenciais para a gestão da energia de sistemas motrizes em geral, com ênfase n os conceitos de revisão energética.
O aumento de acidentes de origem elétrica evidencia a necessidade de estudos sobre a segurança de componentes elétricos, como emendas. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar experimentalmente o desempenho térmico de emendas do tipo prolongamento reto e de caixa. A metodologia consistiu na confecção de amostras por estudantes, utilizando cabos de cobre flexíveis de 1,5 mm², as quais foram posteriormente submetidas a testes sob tensões e correntes controladas, simulando condições de regime e sobrecarga. As temperaturas foram monitoradas por termopares tipo K, com coleta periódica de dados. Os resultados indicaram que as emendas de caixa alcançam temperaturas mais elevadas que as de prolongamento reto, sugerindo maior resistência elétrica e, consequentemente, maior dissipação de energia na forma de calor, podendo levar ao superaquecimento e riscos de falhas. Além disso, verificou-se que a habilidade do executante tem influência direta. Conclui-se que o tipo de emenda e sua correta aplicação são fatores determinantes para a segurança e eficiência das instalações elétricas, destacando a importância da formação técnica adequada. O estudo faz parte do projeto “Desempenho Térmico de Emendas e Conectores Utilizados em Instalações de Baixa Tensão: Estudo Comparativo”.
Adaptadores de plugues e tomadas, conhecidos popularmente como “T”, “benjamin” ou multiplicadores de tomadas, são usados para conectar mais de um equipamento a uma única tomada. Apesar da praticidade, seu uso pode concentrar corrente em conexões de pequena área, elevar a temperatura dos condutores e contatos e favorecer falhas de isolação, choque elétrico e incêndio, especialmente quando há sobrecarga, mau contato ou produtos sem certificação. Este trabalho tem por objetivo demonstrar experimentalmente como os riscos se manifestam em diferentes modelos de adaptador tipo T submetidos às mesmas condições de ensaio. Serão selecionados três modelos comercialmente disponíveis no varejo. Cada unidade será alimentada em bancada protegida e submetida a corrente total de 30A durante uma hora, fornecida via uma unidade de tomada padrão de 10A e dividida entre todas as saídas por meio de banco de cargas resistivas. Serão registrados, com termopares tipo K, a temperatura do cabo de alimentação e a temperatura na região de conexão entre cabo e tomada e plugue do adaptador. Uma câmera termográfica complementará as medições, permitindo visualizar pontos quentes, gradientes térmicos e possíveis assimetrias entre contatos. Os resultados analisados serão a temperatura final, a imagem termográfica e inspeção visual dos componentes. Espera-se evidenciar que aparência externa semelhante não assegura comportamento térmico equivalente e que a certificação, a corrente nominal e as condições de uso são fatores decisivos para a segurança elétrica.
As instalações elétricas de baixa tensão dependem de condutores capazes de transportar corrente com segurança, sem aquecimento excessivo, degradação da isolação ou risco de incêndio. Entretanto, fios e cabos comercializados fora dos requisitos técnicos podem apresentar seção metálica inferior à declarada, material condutor inadequado ou isolação insuficiente. Esta pesquisa compara o desempenho físico, elétrico e térmico de cabos homologados e não homologados, adquiridos no comércio local como materiais de “segunda linha”, nas seções nominais de 1,5 mm², 2,5 mm² e 4,0 mm². O estudo é de natureza quantitativa e experimental. Para cada bitola e condição de ensaio, foram avaliadas oito amostras, sendo quatro homologadas e quatro não homologadas. Inicialmente, foram realizadas inspeção visual, medição do diâmetro dos condutores e da espessura da isolação e determinação da resistência elétrica. Posteriormente, as amostras foram submetidas a regimes de carga e de sobrecarga, em bancada alimentada a 24 V, com corrente ajustada a partir das capacidades de condução de corrente previstas para o método de instalação C da ABNT NBR 5410. Cada condição teve duração aproximada de 30 minutos, com monitoramento de temperatura por termopares tipo K e termômetro digital. Os dados foram organizados por estatística descritiva, comparando média, dispersão, valores máximos e variação de temperatura, além de inspeção visual após os ensaios. Espera-se evidenciar, de modo didático e experimental, como não conformidades geométricas e elétricas podem elevar a resistência, ampliar o aquecimento e comprometer a segurança de instalações elétricas. Palavras-chave: Cabos elétricos. Conformidade. Aquecimento. Segurança elétrica. Baixa tensão.
O presente artigo tem como tema a inserção de geração distribuída em sistemas de distribuição subterrâneos do tipo network, também denominados redes subterrâneas reticuladas, com ênfase em seus efeitos sobre a operação, a proteção e a confiabilidade da rede elétrica. O problema de pesquisa decorre do fato de que esses sistemas são concebidos para oferecer elevada confiabilidade e flexibilidade operativa em áreas de alta densidade de carga, apoiando-se na atuação dos protetores network (network protectors), dispositivos projetados para desconectar automaticamente o transformador quando ocorre fluxo de potência do lado secundário de baixa tensão para o lado primário de média tensão. Nesse contexto, a inserção de geração distribuída pode introduzir fluxo reverso, ciclagem indevida de protetores, dificuldades de recomposição, alteração das correntes de falta e comprometimento da lógica original de proteção e continuidade do serviço. O objetivo do trabalho é analisar, sob perspectiva técnica, como a presença de geração distribuída modifica o comportamento elétrico e operacional desses sistemas, identificando os riscos associados e as condicionantes necessárias para uma integração segura e tecnicamente aceitável. Como conclusão geral, sustenta-se que, embora a geração distribuída represente um avanço relevante no processo de modernização e descentralização do setor elétrico, sua conexão em sistemas network não pode ser tratada de forma simplificada, pois exige critérios específicos, estudos dedicados, avaliação da carga mínima, eventual limitação de exportação e adequações de proteção, de modo a preservar a segurança operativa e a confiabilidade intrínseca das redes subterrâneas reticuladas. Com base na metodologia de avaliação adotada por distribuidoras que operam sistema network em áreas urbanas densas do Brasil, e em dois cenários práticos de avaliação, demonstra-se que a viabilidade da GD depende da relação entre a geração e o carregamento mínimo do ramal, podendo haver fluxo reverso mesmo quando a rede, no agregado, ainda importa energia.
Este artigo apresenta uma análise experimental do desempenho de um regulador digital automático de tensão aplicado a um gerador síncrono brushless de 13,8 kV durante as etapas de comissionamento, startup, sincronismo e operação assistida em campo. O estudo foi desenvolvido a partir de ensaios reais executados em uma unidade WEG de 31,25 MVA equipada com regulador ABB Unitrol 1020, integrando medições dielétricas, verificação do sistema de excitação brushless, levantamento de curvas características, análise vibracional, ajustes de controle em FCR e AVR e validação funcional de limitadores e proteções. Como diferencial, o trabalho consolida registros experimentais obtidos com o software CMT1000 v6.315, correlacionando métricas dinâmicas de tempo de subida, tempo de acomodação e sobresinal com o comportamento eletromecânico observado durante a entrada em operação da máquina. Os resultados evidenciam resposta estável e tecnicamente consistente do regulador, com tempos de resposta compatíveis com a aplicação, overshoot reduzido, atuação coerente dos limitadores V/Hz, sobrecorrente de excitação e PQ, além de manutenção dos níveis de vibração abaixo dos limites de referência adotados. Conclui-se que a adequada parametrização do AVR constitui elemento decisivo para a estabilidade de tensão, para a confiabilidade do processo de sincronismo e para a segurança operacional do conjunto gerador-excitatriz em ambiente industrial real.
Este artigo apresenta um estudo sobre a adequação das Norma Regulamentadora NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e Norma Regulamentadora NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos em uma fábrica de transformadores, com foco na conformidade legal e na melhoria da segurança operacional. O objetivo é identificar as principais exigências normativas e propor medidas que garantam a proteção dos trabalhadores, a confiabilidade dos equipamentos e a prevenção de acidentes. A metodologia adotada baseia-se em revisão bibliográfica e análise documental das normas, associada a estudo de caso de uma indústria real. Os resultados apontam que a adoção de práticas seguras, treinamento contínuo, sinalização adequada, enclausuramento de partes móveis e implementação de sistemas de bloqueio e etiquetagem reduzem significativamente o risco de acidentes elétricos e mecânicos. Conclui-se que a adequação às NR 10 e NR 12 não somente atende aos requisitos legais, mas também promove um ambiente de trabalho mais seguro, produtivo e sustentável. Firmando os pilares que movem qualquer negócio que são Segurança, Qualidade, Produtividade com o menor custo possível.
O presente projeto tem como objetivo apresentar as principais alterações realizadas em um sistema de elevação de passageiros de prédio residencial, com a finalidade de adequação as normas de segurança vigentes e modernização da casa de máquinas, atualização tecnológica do acionamento e cabine de transporte das pessoas. O projeto foi desenvolvido com base nas necessidades de modernização do equipamento conforme solicitação dos proprietários do prédio residencial. A atualização tecnológica irá permitir uma melhoria no deslocamento do equipamento, ou seja, irá reduzir o tempo de deslocamento entre o ponto inicial e final de deslocamento, irá reduzir o consumo de energia com a instalação de drive de acionamento, reduzindo os picos de energia nos deslocamentos do equipamento, além da atualização dos equipamentos e de seus sistemas irá proporcionar melhorias no sistema de segurança conforme a NBR 15.597. Os resultados obtidos com o desenvolvimento deste projeto foram alcançados, conforme as solicitações realizadas pelo cliente. Sendo assim, entende-se que um projeto é composto por etapas que devem ser seguidas, onde deve-se focar nas necessidades explanadas pelo cliente fazendo com que ele interaja no decorrer dele.