Provedores de internet



O mercado de provedores, que cresce 25% ao ano, é representado no guia abaixo, que traz detalhes de cada operação, como locais de atuação, número de assinantes e tecnologias de acesso. Com mais de 11 mil empresas homologadas no país, o setor é bastante pulverizado, mas neste levantamento é possível ter uma amostra representativa de seu universo.




Existem hoje 11 mil provedores de Internet homologados na Anatel, um fenômeno exclusivo do Brasil. “Em nenhum outro lugar do mundo temos um cenário igual”, disse Basílio Perez, diretor da Abrint - Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações, durante o 11o Encontro Nacional da entidade, realizado de 5 a 7 de junho em São Paulo. Segundo ele, no México são 300 provedores, alguns países da Europa chegam a ter 1000 e na Argentina são no máximo 3000.

Também impressionante é a expansão do mercado de provedores, que vem crescendo a taxas de 25% ao ano. Enquanto o Brasil atravessa uma recessão econômica, com elevados níveis de desemprego, as empresas do setor de banda larga fixa, em especial as de fibra óptica, anunciam investimentos, contratações e expansões em suas linhas de fabricação para dar conta da demanda. “O mercado continua explodindo”, disse Perez. Uma boa prova disso foi o recorde de público no evento da Abrint, que contou com o maior número de participantes desde sua primeira edição, em 2009. No total, contabilizou mais de 200 expositores e 8 mil visitantes, representando, em ambos os casos, um aumento de mais de 30% em relação a 2018.

Segundo levantamento TIC Domicílio 2017, realizado pelo Cetic.br - Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, 61% dos domicílios brasileiros tinham acesso à Internet em 2017, num total de 120 milhões de usuários acima de 10 anos de idade. Com quase 40% da população não atendida, a demanda continua expressiva. “Precisamos chegar a pelo menos 90%”, disse Perez. E a população excluída digitalmente está nas regiões afastadas, nos bairros periféricos, exatamente onde os provedores estão. “O mercado é muito grande, em especial para os serviços de FTTH – fiber to the home. Mesmo que as operadoras tradicionais avancem e aumentem a competição, ainda há espaço para os provedores. Vamos todos crescer juntos”, afirmou.

Segundo a Anatel, em abril o total de contratos de banda larga no Brasil somava 31,602 milhões, dos quais os provedores de Internet respondem por 6,96 milhões de conexões (22% do participação).

Nova linha de crédito

Um novo programa de crédito, o BNDES Direto 10, criado cerca de seis anos após endereçamento feito pela Abrint, deverá fomentar o setor. A partir de agora, os pequenos provedores de Internet poderão solicitar financiamentos entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões e usar o FGI - Fundo Garantidor do Investimento para suprir dificuldade de constituir garantias reais.

“Projetos de valores menores e a operação direta com o BNDES vão facilitar bastante o acesso ao crédito”, afirmou o presidente da Abrint. Antes, o BNDES repassava os recursos para que outras instituições financeiras, públicas e privadas, operassem suas linhas de empréstimos. Nesse processo, a responsabilidade pelo dinheiro deixava de ser do BNDES e se tornava das instituições que, com medo de sofrerem prejuízos, exigiam altas garantias. Como os bancos não aceitam a construção de redes de telecomunicações, os provedores precisavam deixar seus bens pessoais, como casas e carros como garantia.

O BNDES Direto 10 tem foco em empresas de setores como a tecnologia da informação e comunicações, educação, economia criativa, eficiência energética, equipamentos de saúde, autopeças, bens de capital, defesa e inovação. “Depois de carregar essa bandeira por tantos anos, consideramos o programa uma vitória para todo o setor de telecomunicações”, comemora Erich Rodrigues, conselheiro da Abrint.

Segundo cálculos de 2018, o investimento anual que o segmento alcançaria com o lançamento de uma linha de financiamento para os provedores seria de aproximadamente R$ 3 bilhões. Essa estimativa ainda é válida hoje, porém o número deverá ser no mínimo 30% maior no segundo semestre, porque o gargalo estava justamente na questão do investimento represado por falta de crédito.

América Latina

Além do potencial de negócios no Brasil, os países vizinhos começam a atrair a atenção de fornecedores e até mesmo de provedores. Para aproximar os mercados e trocar experiências, no começo de maio foi oficializada a criação da LAC – ISP - Federação das Associações Latino Americana e do Caribe de ISPs, que une associações representantes de provedores de Internet de toda a região. Do Brasil, participam a Abrint, Abramulti, Internetsul e Redetelesul. Atualmente são nove participantes do Brasil, Argentina, Colômbia, México e Equador. “Vamos iniciar um levantamento sobre as diferentes realidades do mercado de provedores de cada país e analisar como replicar os bons resultados e combater os problemas existentes. As causas são muito parecidas, mas existem prioridades diferentes”, afirma Basílio Perez, eleito como o primeiro presidente do LAC-ISP no último dia 10 de maio. A sede da entidade fica em Montevideu, no Uruguai.

Guia de provedores

Os provedores de Internet são o foco da edição atualizada do guia publicado a seguir, que traz informações atuais como cobertura, número de assinantes residenciais e comerciais, tecnologias de acesso (rádio, fibra, coaxial/HFC, UTP e ADSL) e tipos de serviços oferecidos (e-mail próprio, data center, hospedagem de página, VoIP, IP fixo, link redundante, suporte local gratuito, CFTV, Wi-Fi offload e TV por assinatura. Também é fornecido o contato telefônico de cada empresa.

Vale lembrar que além deste levantamento, a RTI realiza também o guia de provedores de links, voltado para a oferta no atacado. O guia abaixo é específico para empresas com atendimento no varejo.







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